per stragem corporum


Tome cuidado no caminho, não entre em vielas
Fique alerta ao entrar onde nem os anjos ousam pisar
Eles já estavam esperando você,
Antes de o seu chegar

Não houve presente.
Não houve pesar.
Esteve tudo onipresente,
no inconsciente.

Preso nas correntes
Sentes que a cada
Suspiro que dá
Uma nota alta da morte é alcançada.

Ó bela vida, atrevida, desprovida,
Despida pela morte indevida.
Consumida pelo tremor
Que em seu sopor

Canta silenciosamente
A cantiga do torpor
Que deixa pra sempre
O corpo dormente.

Olhe por todos os cantos
E veja corpos caindo a todo o momento.
E antes de entrar você perceberá
Que o seu também cairá.