Tro på oss


Acreditem que é o sonho além da fronteira
Nós somos o aroma na carne
Nós somos a sombra acima da morte
Nós somos os lábios drenando seu sangue
Nós somos o solstício  queimando sua pele.
Acredite em nós
Estamos sempre observando
estamos sempre na sua presença
senta nos
beba nos
Antes que  a levemos para a fronteira dos mortos
Então ... neste momento
Não haverá mais volta

Kleine Vampir


Vestido pela boneca, para matar a boneca,
não menos frágil e infantil do que ela.
Olho de longe seus olhos que mudam de cor a cada estação, longe da luz do dia a pele pálida reluz.
Fingindo fragilidade não mais existente, cabelos densos moldando o rosto da criatura inescrupulosa,
que se esconde por de trás do sopro de juventude,
 já morta, mas mantido.
Nenhum que provou do seu beijo pode retornar para contar, o sorriso torturante deslumbra até aqueles que
são colocados por ela nos braços da morte.
E os lábios avermelhados, já manchados pelo fluído que fora sugado de outro corpo.
Não é ruim morrer.
Isso certamente não é assustador.
De maneira nenhuma é ruim sentir sua vitalidade sendo sugada e corando aquele rosto.
No final pode até ser prazeroso ... se embebido pelo sorriso dela.

O livro


Amarra-me pelos pulsos e faz com que
escravizado eu seja, virando página após página,
dor após dor, imergindo me na insanidade cruel.
A pele dos dedos em carne viva, queimam
e como se ferroado fosse
o pecado cheio de vontade, eu cometo.
O sangue quente que jorra como se drenado fosse,
atordoa-me e todas as palavras
selvagens, apaixonada e doces
sussurram calorosamente enquanto desfaleço
 E caio...
neste prazer árduo.
Dolorosamente doce, ela  me encanta, eu fujo,
mas meus pés  encontram-se infincados
nesse paraíso doentio.
Terminações nervosas explodem,
entranhas se  arrancam,
a ansiedade corta-me ao meio!
Mas ainda sim, sobrevivo
pelo doce prazer de cada página adiante.

La morte


Como se pudesse evitar o fim os dedos languidos agarravam a vida, que escorria pelos vãos, temendo entregar-se para mais absoluta escuridão a face marfim enfincada formara uma mascara rígida de dor, uma expressão horrenda, onde o corpo e mente pedirá descanso, mas o sopro de vida humano relutava em assumir a fraqueza e entregar-se ao descanso do corpo. Os dedos já pútridos estavam se afrouxando, soltando o laço que unia corpo e alma, mente e espirito e ao fundo uma presença estranha, como se do camarote alguém assistisse o desfecho de uma ópera.
A dificuldade de se encontrar no abismo profundo, o corpo dormente e a visão coberta por um véu acentuava aquele trágico cenário, onde um homem encontra forças onde não há, e luta contra quem nunca sequer imaginara lutar, um demônio invisível que o carregava para o poço do fim. Insistente e impiedoso. Que não deixa marca nem rastros. Que suga o último sinal de um coração que palpita amedrontado ao esconder-se do monstro.
Deitado eternamente, petrificado até que os vermes começassem a consumir a carne, o único som que se ouvia era o último rufar lento do coração, a respiração inaudível, as pálpebras pesadas, o roçar da língua no céu da boca, e a tentativa de dizer adeus fraquejando, imperceptível.
Um afago gentil nos cabelos molhados pelo suor o carregara. Era ela. O demônio invisível, o gênio que suturava paz e desespero.
Não tinha nome, não tinha rosto. Mas por um momento foi gentil e o entregou ao descanso eterno.

per stragem corporum


Tome cuidado no caminho, não entre em vielas
Fique alerta ao entrar onde nem os anjos ousam pisar
Eles já estavam esperando você,
Antes de o seu chegar

Não houve presente.
Não houve pesar.
Esteve tudo onipresente,
no inconsciente.

Preso nas correntes
Sentes que a cada
Suspiro que dá
Uma nota alta da morte é alcançada.

Ó bela vida, atrevida, desprovida,
Despida pela morte indevida.
Consumida pelo tremor
Que em seu sopor

Canta silenciosamente
A cantiga do torpor
Que deixa pra sempre
O corpo dormente.

Olhe por todos os cantos
E veja corpos caindo a todo o momento.
E antes de entrar você perceberá
Que o seu também cairá.

Decadência de Porcelana


Pobre garota de porcelana, disposta na prateleira empoeirada, com cabelos louros que remetem ao trigo, olhos de vidros, congelados pela tristeza, pele marcada pela dor e lábios rosados, cerrados pelo egoísmo.
Temo esta jovem dama, que solitária saúda, os espectros abrigados em sua mente.
E afogada pelo monstro dos contos, dança com o exorcista sob a luz da lua que está envolta num véu negro.
Pequena donzela, cujo suspiro é um beijo na face da morte, venha a mim e mostre seu doce veneno, no ombro despido, espalhado no vestido fechado de babados; O rubor que forma em sua têmpora é causado pelo aroma adocicado que flutua de sua pele marfim.
Onde estivera por todo esse tempo, pequeno Lúcifer.
Disponha do seu rosto angelical de propósito ruim, tenha a mim, depois enterre meu corpo desfalecido embaixo da cerejeira, cultue Minh ‘alma com lágrima calma, vinda de teus olhos sem clamor, ainda linda. Pequeno ponto de luz que me ateve a vida.

Danza de las Almas


In the waltz of death
souls dance in the dark
all the love that they have
always goes to other side

In the face of pain
A crazy clown laugh to death
Death that lives in the heart
Heart that feel all go to the drain

See the horror in your mind
eating each part of brain
Terror look between the eyes
showing that all are lies

It's like a masquerade
plastic faces are the queen parade
orchestrating the funeral march
to the next passionate
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Tradução:
Na valsa da morte
almas dançam no escuro
todo o amor que eles têm
vai sempre para o outro lado

Diante da dor
Um palhaço louco ri até a morte
Morte que vive no coração
Coração que sente tudo ir para o ralo

Veja o horror em sua mente
Comer cada parte do cérebro
Terror olha entre os olhos
mostrando que todos são mentiras

É como um baile de máscaras
rostos de plástico são o desfile da rainha
orquestrando a marcha fúnebre
para o próximo apaixonado